Um Missão Diferente - Parte 2

sábado, 31 de julho de 2010 00:46 Postado por Marcos Nunes
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Por Carla de Paula Berigo
Via Osmose Emocional


Hoje passei outra experiência interessante, quero compartilhar aqui neste meu diário virtual e acho que mudarei o nome dele para: Crônicas de Transporte Urbano...risos.
Estava fazendo integração, ou seja, por ter perdido meu ônibus, peguei um outro que chega mais rápido para alcançar o que perdi...aqui em Campinas, se o usuário utiliza 2 ônibus dentro de 1 hora, paga somente uma passagem.
DEUS sabe porque perdi meu ônibus... estava eu ali ouvindo duas mulheres falando, a Motorista e a Cobradora, reclamando de um fiscal, ou chefe, não sei bem... mas que o sujeito era muito grosseiro e mau educado... o ponto máximo da conversa foi que chegaram a combinar em chamar polícia e registrar as ofensas que ambas constantemente recebem dessa pessoa... e nesse meio tempo, eu que sempre faço minhas orações matutinas dentro do transporte urbano, estava tentando não ouvir esta conversa naquele micro-ônibus.
Neste quase interminável trajeto, uma moça morena, aparentemente com seus 25 anos, entra no ônibus e já pede a carona para a motorista, alegou que estava sem dinheiro para passagem.
A motorista cedeu, e continuou com a sua companheira, as reclamações contra o sujeito indesejado.
E eu orando para minha lista pessoal e de pessoas...
Chegando quase no meu destino, e também da moça, a motorista e a cobradora com muita estupideza, falam para a moça descer 2 pontos antes do destino dela final, pois se a fiscalização visse, iria punir a motorista... e a moça exclamou: - Eu não sou daqui, vim para pegar neste ponto que falei, um outro ônibus fretado da empresa que vou fazer entrevista de emprego.
E a cobradora ficou falando como uma tagarela...humilhando a moça passageira... mas tão alto que não deu para orar mais, parei para olhar a cena... e me indignei com tamanha falta de educação, gentileza e insensibilidade daquelas mulheres que a minutos estavam se queixando de um homem estúpido!
Me levantei e disse para a moça: - Moçaaaa, (tive que falar alto, porque a cobradora não me ouvia de tanto que tagarelava, humilhando a coitada!) escuta aqui, eu vou pagar a sua passagem! Pode passar na roleta.
Quando ela passou na roleta, se sentou atrás de mim dizendo: -Que situação! - E se pôs a cair em lágrimas.
Olhei para a cara daquelas mulheres, a cobradora e a motorista, seus rostos estavam caídos, e agora estavam caladas.
Virei para aquela moça e disse: Confie em DEUS, e Ele te abençoará!
Me direcionei para a porta para descer no final daquele ponto, rumo para pegar o ônibus que perdi e ela me disse ainda chorando, para mim: "Moça, que DEUS lhe pague!"
Eu: "Sim, ele já me pagou! Eu já passei o que você passou."
Hoje pela manhã eu disse: Eis-me Aqui Senhor... e ele me enviou aos humilhados... a esses DEUS cumpre a promessa que serão exaltados.
Eu vi os rostos daqueles que humilhavam, serem humilhados, simplismente porque não fizeram o que deveriam fazer: O BEM!

DEUS NOS USA...

sexta-feira, 23 de julho de 2010 09:21 Postado por Marcos Nunes
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“ Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos: porque realizo nos vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.” Hab. 1.5
 
Vivemos na aldeia de Muzun, Mali, onde há aproximadamente dois mil habitantes que em sua maioria seguem a religião islâmica e crenças animistas. Quando chegamos na aldeia não havia nenhuma presença cristãe por isso, nos sentimos desafiados por aquilo que o Senhor estava preparando para nós e para este povo. Passamos por muitas lutas, ainda mais por sermos os primeiros.

A aprendizagem do francês e do dialeto bambará, foi e ainda tem sido bem desafiador, falar a língua do povo é algo essencial para conquistarmos sua confiança e abre portas para relacionamentos. Temos presenciado isso a cada dia, pois eles têm nos deixado conviver em seu meio e com isso, temos tido a oportunidade de falar de Jesus. Mesmo com pouco vocabulário do dialeto que sabemos, Deus não se limita a nós, pois com palavras ou sem palavras Ele tem agido de forma maravilhosa nesta aldeia que, como nós, tem fome e sede da graça.
 
No mês de julho aconteceu algo extraordinário, que chamamos de “filha de Jairo”. Em uma certa manha a filha adolescente de nossa vizinhaaproximou-se do muro de nossa casa chorando com muita dor na barriga. A princípio pensávamos que não era  nada grave, pois como havia chegado o período das chuvas, as águas dos poços ficam mais sujas, trazendo assim algumas doenças.

Deixamo-a entrar e como não sabíamos o que realmente estava acontecendo fizemos uma compressa de água quente  em sua barriga para amenizar a dor e também começamos a orar quando vimos que a dor não passava.  A dor aumentava e ela já estava sem força até mesmo para chorar. Como não tínhamos remédios e não sabíamos o que era, ligamos para um amigo taxista que é muçulmano, para a levarmos até um hospital na capital e o aguardamos.Em um certo momento ela perdeu os sentidos, não escutava, nem conseguia falar, parecia estar em outro mundo, pois ela permanecia de olhos abertos.
 
A nossa equipe é composta por  8 pessoas, e neste dia havia cinco e apenas mulheres. Quando analisamos o quadro que estava acontecendocomeçamos a orar incessantemente pedindo ao senhor que nos cobrisse com poder e autoridade do nome de Jesus e que tudo o que se passasse fosse para glorificar o nome dEle.

A menina estava deitada inconsciente em nosso colo, algumas pessoas da aldeia começavam a chegar em nossa casa, inclusive a mãe e o pai, naquele momento, Deus fez com que a menina se passasse por morta aos olhos das pessoas, mas nós cinco sabíamos que ela estava viva. Alguns, principalmente de sua família começavam a chorar, mas eram interrompidas, pois na cultura não permite que se chore por uma pessoa morta. A todos que vinham até nós, falávamos que ela estava apenas dormindo e que logo iria se levantar, pois estávamos orando e Jesus iria cura-la.
 
Tudo isso começou pela manhã e a tarde antes das quatorze horas a menina acordou sem dor e com fome. As pessoas ficavam olhando maravilhados e chamavam outros para ver o que acontecera. O nome do Senhor foi glorificado mais uma vez. 
 
Deus é Soberano e sabemos que está no controle de todas as coisas.
Quando paramos para pensar hoje no que aconteceu, vemos a forma maravilhosa como Ele planejou tudo nos mínimos detalhes.
 
Antes da menina acordar, um homem muçulmano que é parente dela, percorreu a aldeia atrás de um enfermeiro, mas depois de tudo ele nos contou que na verdade estava procurando um Imã ( chefe relogioso) da mesquitapois acreditava que ela estava morta. O Imã como chefe religioso, também é o responsável em fazer todos os rituais necessários para entregar a alma a ALLA (deus) conforme o alcorão (livro sagrado para os muçulmanos). Mas não o havia encontrado.
 
Assim que chegou e viu a menina bem, ficou sem palavras, apenas agradecia pela oração. Um pouco depois chegou também em nossa casa o nosso amigo taxista que havíamos chamado. Pudemos contar a ele tudo o que Jesus fizera e que a menina não precisava mais ir  à capital. Ele ficou sem exagero, extremamente  feliz ao saber de tudo isso, mesmo sendo ele “ainda” muçulmano ( Deus tem falado muito ao coração deste homem).
 
“A religião que Deus, nosso pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tg 1.27

Deus fez algo mais, a mãe da menina retornou a nossa casa e nos falou de sua alegria diante do que havia acontecido, o parente da menina nos falou também que a partir desta situação, ele pode ver algo diferente no caminho que nós seguimos e que a aldeia estava impactada com tudo o que se passou, pois diziam que ela estava morta, mas nós oramos e ela teve vida novamente. Ele nos falava estas coisas “emocionado”, e isto é algo difícil na cultura.

Vimos o Senhor agindo! Nunca tínhamos visto um sorriso tão sincero no rosto deste homem como neste dia.  “... disse Jesus a Jairo: não temas, crê somente” (Mc 5.36)
Em uma certa ocasião nos lembramos da ressurreição de Jesus quando alguma mulheres vão até o sepulcro para levar algumas especiarias. Já era o terceiro dia, mas naquele momento elas estavam sem esperança. Até que apareceram dois anjos e lhes fizeram lembrar das palavras do Mestre. A parti daí a esperança delas volta. Citamos este exemplo, pois a mãe da adolescente nos disse chorando na conversa que antes ela vivia sem esperança, mas com a nossa vinda para aldeia, a esperança nasceu em seu coração. Tivemos mais uma oportunidade de falar o quanto Jesus a ama e ama a todos aqui.
É até “engraçado”, pois quem nos ajudou na tradução foi o taxista muçulmano e ele falava tudo alegremente. Sabíamos que o Senhor estava falando ao seu coração também. Todos saíram agradecendo a Deus por tudo.
 
O povo realmente está sedento. Mais tarde o parente voltou e pôde ouvir mais sobre Jesus. Pedimos a ele que guardasse estas palavras em seu coração, que nós estamos aqui nesta aldeia para dizer que Jesus ama a todos. Ele disse que guardaria.
 
“Porque o Espírito Santo vos ensinará naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.” (Lc 12.12)

Esse foi o dia em que Deus usou cinco mulheres para orar e testemunhar do nome de Jesus em um meio muçulmano, onde elas são desvalorizadas e não têm voz. Não temos noção dos mistérios de Deus, pois são muito grandes e vão além do que pensamos ou imaginamos, mas temos a certeza do poder e autoridade que há no nome do Seu Filho para quebrar cadeias eparadigmas. E tudo o que pudemos ver e contemplar naquele dia foram para que este mesmo Nome fosse glorificado nesta pequena aldeia chamada,Muzun.
 
Algo que falamos é que se Deus nos trouxe aqui somente para este dia e fim, nós nos sentimos privilegiados por  ter podido contemplar e ver o seu agir em nós e no povo com quem vivemos.

Os campos estão brancos para a ceifa, e independente de povo, língua e nação; homem, mulher e criança, Ele nos chama para sermos despenseiros de Sua graça. Ele acredita em cada um de nós e nos capacita para exercermos este papel.
 
O mundo está clamando! E o que você está esperando?
 
Cíntia, Geima e Vivien
vivienrachel@gmail.com
Muzun - Mali
Radical África 5
Junta de Missões Mundias
Convenção Batista Brasileira

Ipê Rosa como Sinal da esperança e do Reino

segunda-feira, 5 de julho de 2010 13:30 Postado por Marcos Nunes
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Hoje eu estava indo para trabalho e parei em um sinal de trânsito que fica bem em frente a um quartel da Brigada Paraquedista da Vila Militar do Rio de Janeiro.

Fiquei olhando para entrada de quartel que era muito bonita e arborizada. Em meio a muitas palmeiras, coqueiros, pinheiros e outras arvores de visual predominantemente verde havia um lindo e floridíssimo Ipê Rosa. Que cena fantástica...como aquele Ipê se destacava e abrilhantava a entrada daquele quartel em meio as demais arvores que faziam um pando de fundo com vários tons de verde para prover um belíssimo contraste com o seu rosa contundente.

Tenho vivido uma vida mais feliz, leve e alegre. Tenho aprendido a admirar a beleza da natureza. Tenho aprendido esta encantadora linguagem de Deus. Tenho aprendido a me olhar no espelho enquanto observo a vida. Tenho tentado ouvir a voz de Deus por vias mais doces e coloridas.
Mas algumas vezes, muitas vezes, a vida não é simples, agradável ou mesmo explicável. Há momentos em que o cenário é de guerra. Há momento em que nos vemos fatigados como “exércitos de um homem só”, há momentos em que a solidão se faz nossa companhia, há momentos em que o luto abate nossa alegria e a dor é o nosso cotidiano. Felizmente este não é meu caso neste momento, mas sou solidário a corações partidos, a famílias em dor, aos enlutados pelo pequeno Gabriel que falecera neste domingo.
A vida simplesmente segue, devemos estar em nosso posto, cumprindo nossos plantões, fazendo nosso papel, devemos estar preparados para a batalha, com armas em punho. Mas nunca poderemos deixar a vida se resumir às obrigações e contingências...não podemos viver olhando apenas as variações de tons de verde durante nosso ir e vir...precisamos aprender a olhar os Ipês Rosas que insistem em saltar aos nossos olhos e nos agraciar com sua beleza penetrante, precisamos olhar para as belezas que se nos apresentam em forma de esperança em meios aos dias de marasmo ou de dor.
Há momentos que nossa vida está em paz e pouco valorizamos nosso ir e vir, mas não deixe de observar o Ipê Rosa. Mais cedo ou mais tarde o Outono vai chegar e as folhas vão cair.

Ame e valorize seus amigos e sua família, admire-os, contemple-os, faça elogio e tenha prazer neles.

Sem a pretensão de ter escrito uma conclusão...

Forte Abraço!

Marcos Nunes