Mostrando postagens com marcador Ação Social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ação Social. Mostrar todas as postagens

Instituto Beritz - Educação ao alcance de todos!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 07:17 Postado por Marcos Nunes
Marcadores: , , , ,

1

O que é o Instituto Beritz?

O Instituto Beritz é uma rede de troca de valores em prol do Reino de Deus:

1. A Igreja Batista Pedra Angular fornece a infra-estrutura de qualidade;
2. Os facilitadores de aprendizagem fornecem tempo e conhecimento de maneira voluntária dando vazão a seus talentos e vocação;
3. Os Alunos ganham formação a baixo custo ou gratuito;
4. As demais igrejas envolvidas ganham obreiros mais capacitados;
5. O valor financeiro angariado é direcionado para projetos sociais a fim de atender as necessidades do mundo.

Esta é nossa maneira de sinalizar o Reino de Deus através da Educação para Todos!


Entenda a organização do Instituto Beritz


Nossa História

A história do Instituto Beritz começa no ano de 2005 quando o Pr. Fábio Manoel decide mandar alguns dos líderes da Igreja Batista Pedra Angular, em Campo Grande no Rio de Janeiro, para o Seminário Teológico acreditando uma igreja forte se faz com líderes comprometidos e bem preparados academicamente.
Com o passar dos anos, em 2009, nasceu a idéia de criar um "Curso Básico de Teologia" na IB Pedra Angular. Após muita conversa entre os líderes recém-formados, foi dado inicio ao desenvolvimento do projeto.  Mas logo aquele sonho foi ganhando novos contornos e dimensões maiores, agregando outras idéias e objetivos até se tornar o que é hoje.
Assim nasce o Instituto Beritz.
Mais do que apenas um "Curso Básico de Teologia", este projeto acabou se tornando um rede de troca de valores entre várias pessoas e entidades para promoção do Reino de Deus através da orientação vocacional e da capacitação de indivíduos.

Nosso Objetivo

Ser reconhecido como uma referência de rede de troca de valores em prol da sinalização do Reino de Deus na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro agregando continuamente pessoas, parceiros e atividades.

Nossa Visão

Contribuir para o desenvolvimento Integral da sociedade, da igreja e de indivíduos a partir da educação.

Nossa Missão

Buscar continuamente oportunidades para identificar talentos e vocações em indivíduos buscando parcerias que possibilitem as melhores condições para seu desenvolvimento

Estrutura

Sala climatizada, multimídia, coffee break e fácil localização.

Áreas de Atuação

Curso de Formação: Desejamos oferecer cursos variados de forma gratuita ou com baixo custo usando professores voluntários;
Ação Social: Os valores obtidos serão direcionados para projetos de Ação Social;
Orientação Vocacional: Pretendemos desenvolver um programa de orientação vocacional usando voluntários que sejam profissionais especializados, além de buscar parcerias para oferecer estágios ou oportunidades de trabalho.

Instituto Beritz

Eu, você e a miséria

sábado, 1 de maio de 2010 00:46 Postado por Marcos Nunes
Marcadores: , , , ,

0

Artigo publicado em Dezembro de 2009 no Portal Interdenominacional.

Outro dias desses eu estava indo para o meu "sagrado jogo de volei de toda sexta-feira", mas o trânsito estava muito ruim no Rio de Janeiro por conta da chuva e dos acidentes na principal via expressa da cidade. Percebi que estava muito tarde e que o jogo não iria acontecer. Resolvi descer do ônibus no meio do caminho, em um centro comercial e pegar outro ônibus em direção a minha casa.

Quando estava numa rua com muitas lojas, às 20:30hs, percebi que ainda haviam muitas lojas abertas por conta do natal, mas já não tinha tanta gente perambulando na loucura das compras de fim de ano. Não perdi tempo, aproveitei a rara e preciosa oportunidade de entrar numa loja vazia nesta época do ano e comprei algumas roupas necessárias.

Segui meu caminho até a rodoviária urbana do bairro e fiquei na fila. O cenário era clássico para uma sexta-feira: Uma fila cheia, o ônibus não chegava, a fila era ao lado de um bar, a calçada cheia de "mesinhas", as "mesinhas" cheia de gente, pessoas cheias de cerveja e as mentes buscando alguma maneira de esquecer as crises do lar, do trabalho e das dívidas. 

Quando eu menos esperava percebi um vulto passando ao meu lado, o som altíssimo do DVD do grupo de pagode no bar me impedia de ouvir, mas meus olhos estavam diante de uma mulher maltrapilha, com uma criança no colo e a boca se mexendo em minha direção. De certo que estava pedindo alguma ajuda, a poluição sonora não me deixou ouvir e entender nada o que ela havia dito, mas o meu subconsciente foi ativado e o meu corpo respondeu com uma boca se mexendo sem emitir muito som e a cabeça meneando: Ela entendeu que minha resposta era negativa ao seu pedido e seguiu pela fila na sua "via crúcis".

Meus olhos foram acompanhando aquela figura quase mitológica. Os minotáuros eram criaturas formadas de duas partes: metade homem e metade touro. Aquela figura que caminhava naquela fila era metade "mulher-desesperada-pedindo socorro" e metade "criança-faminta-sem futuro".

Ela segui na fila do meu ônibus que tinha 6 ou 7 pessoas e cena se repetia de forma que minha retina ficava cada vez mais marcada e minha alma cada vez mais doida. A fila do meu ônibus acabou para ela, mas para mim continuava e ela passou para fila do ônibus ao lado e, qual não foi a minha triste constatação, senão que na outra fila só haviam cabeças meneantes e nenhuma mão a se estender. Uff.. é duro relembrar estas coisas! Mas nem imagino como seja vivê-las. E você?

É neste ponto que eu queria chegar. Como é que eu e você temos olhado para o cenário social da nossa cidade? Como é que eu e você nos sentimos quando vamos fazer compras de presentes no final do ano sabendo que há tanta gente sem dignidade andando pelas ruas? Como é que eu e você olhamos para o rosto de uma criança faminta e de uma mãe desesperada? (Eu confesso que tenho sérias dificuldades em olhar nos olhos e de encarar)
O que é que eu e você temos feito para mudar a situação dos que nos cercam?

No capitulo 25 de Mateus Jesus fala sobre um certo momento em que Ele fará distinção entre as ovelhas e os bodes: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;"(Mt 25.35 e 36)

"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;" (Mt 25.41e 42).

Não que eu tenha medo deste dia por causa de mim e das minhas obras especificamente, mas o que me deixa preocupado a respeito deste dia é imaginar o coração do Senhor lamentando o fato de que a humanidade, que foi alvo de seu amor desde sempre, não entendeu que as obras não tem origem ou fim em si mesma e que o amor deve ser um grande e caudaloso rio que tem sua nascente no coração de Deus e vai ganhando novos afluentes, que são as pessoas lavadas e remidas pelo sangue do Cordeiro. E que este rio deve seguir crescendo até desaguar no oceano das obras que devem cobrir e abençoar o mundo até os confins da terra. 
Este foi o plano de Deus desde Abraão, em que quem todas as nações da terra seriam benditas.

Me imaginar estando do lado direito ouvindo o "Vinde, benditos de meu Pai" não me deixa nada tranquilo se eu pensar que talvez a maioria ouça o "Apartai-vos de mim, malditos".

Gostaria que eu e você fôssemos cheio do amor e da compaixão de Deus diante da miséria para ouvirmos juntos a mesma frase.

Forte Abraço!

Marcos Nunes

Ação Social e o Pr. Robin Hood

00:09 Postado por Marcos Nunes
Marcadores: , , , , , ,

1

Este artigo é a reprodução de um email escrito em Julho de 2009 para os preletores do Fórum de Missão Integral na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.

Já faz algum tempo que venho pensando a respeito da chamada Missão Integral da Igreja. Recentemente participei do Fórum de Missão Integral promovido pela 1° Igreja Batista do Rio de Janeiro que tinha como palestrantes os pastores Neil Barreto (Igreja Batista Betânia), Clemir Fernandes (Instituto de Estudos da Religião) e Ariovaldo Ramos (IBAB \ Comunidade Cristã Reformada). Foi muito interessante, mas uma pergunta ficou em minha mente após fórum e até não consegui uma resposta. Um dia estava conversando sobre o assunto um grande amigo, interlocutor e militante pela causa social - Felippe Patrício - e fui estimulado escrever este artigo que pretendo enviar para estes três ilustres pensadores cristãos.


LAUSANNE E MOVIMENTO DE DIRETRIZ EVANGÉLICA:

Fiquei sabendo do Fórum de Missão Integral durante um evento na capela do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil - Tijuca - Rio de Janeiro. Era um evento comemorativo em relação ao aniversário do Movimento de Diretriz Evangélica.


Aprendi neste dia que estes conceitos mais bem formulados de justiça social existem mesmo antes de Lausanne I (1974) - Na verdade eu me converti em 2000 e não sei se ter demorado tanto pra saber mais sobre isso é culpa das igrejas e pastores ou minha?!?!

A partir disso já temos algumas perguntas:

Desde quando a igreja evangélica no Brasil leva a questão social a sério?



Ela leva a sério?

O prólogo do Pacto de Lausanne fala do reconhecimento de uma falha na evangelização mundial e o que podemos dizer sobre este assunto 25 anos depois?

Acho que não evoluímos muito nestes 25 anos.

O FÓRUM DE MISSÃO INTEGRAL:

O Fórum foi muito interessante e característico. Não havia muitas pessoas... excelentes preletores e bons diálogos. Inversamente diferente de certos eventos evangélicos regados a muita egolatria midiática e/ou pirotecnia-emocional.

O Fórum falou sobre algumas possibilidades de conceituação dos diversos termos envolvidos com a matéria como Assistência Social, Ação Social, Justiça Social e etc. A violência, o papel do estado, o papel da igreja, as bases teológicas e as bases bíblicas também foram abordadas. Mas o Pr. Clemir Fernandes fez uma colocação interessante em sua fala: "Mas é preciso investimento. O Pr. Neil está aqui e sua igreja precisou fazer um grande investimento" e logo passou a outras considerações. Mas como o Pr. Neil fala "Não é um sermão ou um livro que marca sua vida, as vezes é apenas uma frase". Esta frase do Pr. Clemir Fernandes me marcou.

MINHA REALIDADE:

Tenho 27 anos, me converti em 2000, aos 17 anos, numa igreja batista do sub-bairro pobre do Jardim Maravilha - Guaratiba - Zona Oeste do Rio de Janeiro. Moro atualmente em Magalhães Bastos, bem ao lado da I.B. Betânia e conheço razoavelmente bem a realidade da igreja pastoreada pelo Pr. Neil. Mas continuo congregando no mesmo local, ou seja, enfrento 1:20min - 2 ônibus - quase uma dezena de comunidades violentas e pobres.

Formei-me em teologia recentemente e estou fazendo o processo de Integralização dos créditos do diploma para que eu passa fazer uma pós-graduação reconhecida pelo MEC. Penso em Ciência da Religião.

Sou noivo de uma jovem que está na África em um projeto missionário.

Tenho formação em informática e trabalho no centro do Rio de Janeiro.
Freqüento eventualmente IB Betânia e estimulo a muitos amigos a ouvirem as mensagens Pr. Neil na internet (muitos já ouvem mais do que eu). Ouço muitas mensagens do Pr. Ariovado e do Pr. Ed René no site da IBAB e já tive o prazer de estar com o Pr. Clemir Fernandes e trocar alguns emails.

Pelas minhas referências citadas acima, pelas leituras e os professores de seminário, acabei tornando-me uma pessoa naturalmente inconformada com as igrejas evangélicas, ou melhor, com algumas igrejas evangélicas locais. Que fique claro, não sou revoltado com as igrejas, sou inconformado! Tanto que ainda não as abandonei e nem pretendo (com exceção de algumas igrejas neo-pentecostais de mídia). Tanto que estou inscrito no Lutando Pela Igreja que deve acontecer aqui no Rio de Janeiro.

REALIDADE DO LOCAL DA MINHA COMUNIDADE CRISTÃ:

1º Igreja Batista Jardim Maravilha. Fica num sub-bairro do subúrbio da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Um enorme conjunto habitacional, localizado numa região de brejos e alagadiços próximos a Restinga da Marabaia e a Serra da Grota Funda. São milhares de habitantes, pouca presença do Estado nas estruturas básicas de saneamento, asfalto e saúde.

Alta taxa de gravidez na adolescência, alta taxa de natalidade nas famílias, alto número de divórcios, baixa taxa de escolaridade e de profissionalização, baixa renda per capita, baixa taxa de empregos formais.

Sem a presença "formal" do tráfico, com alguma presença de milícia, suficiente para gerar disputa de controle e mortes.

Na igreja falta de recursos financeiros e recursos humanos preparados e voluntários.

Proposta do Pr. Clemir Fernandes: 
"Mas é preciso investimento..."

A GRANDE PERGUNTA:

"Como?"

Eu falava com meu amigo Felippe que está iniciando um projeto social em Guaratiba. Ele pertence a uma igreja menor numericamente, mas mais abastada financeiramente do que a minha.

Eu disse: "Felippe, olha minha crise: A sua igreja tem menos gente e mais dinheiro do que a minha, além de menor número de pessoas necessitadas na igreja e na comunidade. A minha igreja tem mais gente e tem menos dinheiro do que a sua, além de maior número de pessoas necessitadas dentro e fora da igreja"

E agora José?"

AS POSSIBILIDADES:

Estive pensando em projetos de ação social auto-sustentáveis, parcerias como empresas, em ações de cobrança junto ao estado e etc.

Mas tudo isso ainda passa por ações de capitação de recursos externos ao seio da igreja.

As pessoas de igrejas pobres esperam mais as bênçãos e os milagres de Deus do que a ajuda do próximo, por isso igrejas de discurso mais carismático são tão bem recebidas no Brasil.

Tenho um amigo que diz: as pessoas não estão preocupadas com o Reino de Deus e sua Justiça, elas querem "Pão e circo". Na verdade elas querem se realizar minimamente.

Algumas pessoas de igrejas pobres têm até vontade de ajudar, mas eles mal têm pra si.

O QUESTIONAMENTO:

O questionamento que está perturbando minha mente é, de certa forma, um questionamento ético.

Como futuro pastor, será que eu tenho que dar "pão e circo" ao povo que tem mais recursos, tirar deles "ofertas de fé" e depois dá-las aos pobres em forma de ações de justiça social?
Será que eu terei que ser um Pr. Robin Hood pra tentar promover alguma justiça social?

Vocês (Ariovaldo, Neil e Clemir) conhecem bem o assunto e conhecem filosofia.

Como isso tudo funciona nestes casos? Isso é ético, se feito assim?

Não consigo me ver fazendo isso! Mas sei que pedir dinheiro a igreja de pessoas pobres para dar para outras pessoas pobres não funciona muito. E sei que pedir dinheiro prometendo "Pão e circo" funciona!

Minha igreja não tem médicos voluntários, não tem advogados voluntários, não tem psicólogos voluntários.

Minha igreja, quando muito, tem pedreiros voluntários, eletricistas voluntários, mecânicos voluntários.

Todos sem formação suficiente pra ministrar algum curso profissional!

Forte Abraço!

Marcos Nunes