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O FÓRUM CRISTÃO DE PROFISSIONAIS EM 10 PERGUNTAS

quarta-feira, 4 de agosto de 2010 08:51 Postado por Marcos Nunes
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1. Como surgiu a idéia do Fórum?

A idéia do Fórum surgiu quando percebi que o tema espiritualidade estava presente no mundo do trabalho e na pauta de discussão do mundo corporativo. O despertamento espiritual no ambiente de trabalho ocorreu nos estados Unidos na década de 1980, que o jornal Washington Post nomeou como “a década da alma”. No Brasil, o tema começa a ser notado no final da década de 1990.

Companhias como a TacoBell, PizzaHut e Wal-Mart, estão contratando capelães que ficam à disposição 24 horas para o cuidado religioso de seus funcionários: visitas em hospitais, cerimônias fúnebres e casamentos, prevenção de estresse e síndromes nervosas, além de aconselhamento psicológico e apoio espiritual a pretensos suicidas. As empresas estão abrindo espaço para a vivência religiosa, na suposição de que os cuidados com a alma ajudam na solução de conflitos no dia-a-dia do trabalho. As barreiras entre trabalho e religião estão caindo por terra.

Há um consenso entre os estudiosos que “as pessoas têm fome de modos para praticar a espiritualidade no local de trabalho… surpreendentemente acreditam que, a menos que as organizações aprendam a envolver a pessoa integral e a imensa energia espiritual que existe dentro de cada uma, não conseguirão oferecer produtos e serviços de padrão mundial”.

Muitas corporações encorajam esta nova tendência, pois crêem que um ambiente de trabalho humanizado, e poderíamos dizer, espiritualizado, cria uma situação ganha-ganha para empregados e organização.

2. A quem se destina o Fórum?

Acredito que pelos três tipos de pessoas se interessarão pelo Fórum. O primeiro é o cristão que deseja maior alinhamento entre sua experiência religiosa e sua atividade ou carreira profissional. As pessoas querem saber como podem levar sua experiência de fé e sua riqueza espiritual para o ambiente de trabalho. A maioria das pessoas vive uma dicotomia entre o mundo religioso e o mundo do trabalho – o mundo do domingo e o mundo da segunda-feira, e isso as deixa de certa maneira frustradas e culpadas.

O outro tipo é aquela pessoa que deseja encontrar sentido para sua atividade e carreira profissional. São pessoas que já descobriram que o trabalho é muito mais do que um jeito honesto de ganhar dinheiro e sobreviver, isto é, o trabalho é uma fonte de desenvolvimento e realização pessoal, um meio de contribuição social, a principal maneira como podemos cooperar para a construção de uma sociedade de justiça e paz. Essas são pessoas que descobriram que a motivação para o trabalho tem que ser mais do que um salário no final do mês.

Finalmente, acredito que as pessoas estão interessadas em espiritualidade, mas não querem saber muito de religião institucionalizada, isto é, as pessoas buscam uma experiência espiritual, mas não estão dispostas (e têm suas razões) a se submeter ao cabresto de uma religião. Por essa razão, o mundo do trabalho se tornou nos últimos anos uma arena onde o tema espiritualidade está na pauta.

3. Fale um pouco mais a respeito de “espiritualidade, sim, religião, não”?

Estamos falando de espiritualidade, e não de religião. A espiritualidade é própria da natureza humana, e, portanto é universal. Assim como temos corporeidade e racionalidade, temos espiritualidade. A religião é a maneira como cada pessoa desenvolve sua espiritualidade. A religião tem a ver com crenças e rituais relativos ao mundo dos espíritos, e em última instância a Deus. A espiritualidade tem a ver com as virtudes ou atributos do espírito, comuns à maioria das tradições religiosas. Amor, justiça, solidariedade, paz, compaixão, cooperação, busca do bem comum são valores universais. Evidentemente, o Fórum é cristão, isto é, está baseado no evangelho de Jesus Cristo. Mas não estamos preocupados em converter pessoas para a nossa religião, nem queremos levar a religião para o mundo do trabalho. Acredito que a religião divide, a espiritualidade agrega. O ambiente do trabalho é, exceto raras exceções, laico, isto é, não está atrelado a qualquer credo religioso, pois cada pessoa tem sua própria religião. Mas o ambiente do trabalho não é vazio de valores espirituais. O que pretendemos é afirmar a importância desses valores e não de uma religião específica.

4. Então, o Fórum não é proselitista?

Isso mesmo, o Fórum não tem como finalidade converter pessoas à religião cristã. O que desejamos é difundir os valores da fé cristã, que como já disse são também comuns à maioria das tradições religiosas, no mundo do trabalho. Acreditamos que pessoas melhores são profissionais melhores, e que um ambiente de trabalho “espiritualizado” é mais criativo, produtivo e sustentável.

5. Quais são, então, os objetivos do Fórum?

O Fórum existe para difundir um jeito cristão de ser profissional, ser empresa e fazer negócios. Queremos dar uma contribuição cristã para as empresas e influenciar as práticas de mercado com os valores cristãos. Queremos acabar com a noção de que a experiência espiritual é uma questão de foro íntimo, privativa, e que não transborda para a vida real. Queremos dizer que trabalho, carreira, dinheiro, business, mercado, produção e consumo, criação de riquezas e distribuição de renda, políticas públicas e sistemas econômicos são assuntos altamente espirituais, e que não apenas os profissionais individualmente, mas as organizações devem dar atenção a esse fato.

6. Qual é a utopia por trás do Fórum?

Hoje se fala muito em outro mundo possível, em nova humanidade ou “outra humanidade”, mas tudo o que temos são referências vagas e de escassa perspectiva de implementação prática. Todos querem um mundo mais fraternal, mais humano e mais solidário. Mas esse tipo de expressão está em uso pelo menos há 30 anos e ninguém sabe ao certo como isso pode acontecer. O que queremos com o nosso Fórum é suscitar esse debate a partir do contexto da espiritualidade cristã. Queremos trazer Jesus e as propostas cristãs para a vida em sociedade para a mesa de discussão. Jesus é mais que um líder religioso, e a fé cristã é mais do que uma crença que afeta a vida de indivíduos. Acreditamos que a tradição cristã, em diálogo com as ciências sociais, tem uma contribuição significativa para que os anseios comuns dos homens e mulheres de boa vontade se tornem realidade.

7. Quais serão as atividades do Fórum?

Por enquanto o Fórum vai se articular ao redor de quatro grandes eixos. Primeiro teremos encontros mensais, com palestras e painéis onde colocaremos em debate grandes temas e ouviremos a contribuição de pessoas comprometidas com essa espiritualidade integral. Também queremos multiplicar pequenos encontros para conversas informais a respeito de toda essa tematização. Imaginamos cafés da manhã, almoços e happy hours em que as pessoas estejam juntas para conversar a respeito de coisas que realmente são importantes e afetam suas vidas em profundidade. Além disso, pretendemos realizar congressos anuais, oferecendo a esse público a oportunidade de ouvir pessoas que estão fazendo diferença no mundo, a maioria delas, inclusive, anônimas. Finalmente, queremos oferecer recursos através de um site, que seja inclusive um local virtual de encontro para os interessados no tema.

8. Quais são as perguntas que o Fórum se propõe a responder?

O universo de questões que justificam a existência do Fórum é quase infinito. Mas por trás de todas elas paira no ar a sensação de que não é possível ser ético e comprometido com os valores espirituais no ambiente competitivo das empresas, no contexto social de corrupção sistêmica, e com as atuais regras do mercado. Nossa cultura sugere que as pessoas bem sucedidas e que enriqueceram certamente venderam a alma para o diabo. Ricos e bem sucedidos são inimigos do povo, vistos e tratados como bandidos, e não servem de exemplo de integridade – bem, isso em muitos casos é verdade. Mas precisamos acabar com essa falsa idéia de que o sucesso e a prosperidade não são compatíveis com espiritualidade, ética e sustentabilidade. Precisamos desmentir o pressuposto de que ser justo é preciso ser franciscano, e deixar de ser competitivo. Crenças como “leve a espiritualidade para o seu trabalho e ganhe menos dinheiro” devem ser superadas. Queremos afirmar a espiritualidade como caminho para um mundo sustentável.

9. Haverá FCP em outros lugares e outras cidades?

Nossa idéia é muito mais próxima de movimento. Não queremos criar uma organização nem institucionalizar a proposta. O Fórum Cristão de Profissionais é uma iniciativa da Igreja Batista de Água Branca, e desejamos vê-la multiplicada em muitos lugares. Estaremos satisfeitos se servirmos de inspiração para que iniciativas semelhantes se multipliquem em outros lugares e estamos dispostos e comprometidos a dar apoio para quem assim desejar.

10. Por que vocês estão fazendo isso?

Acho que podemos responder de três maneiras. Primeiro, por uma questão pessoal. A espiritualidade tem essa coisa de busca de sentido. Uma evidência de que somos espirituais é a nossa constante busca de fazer a vida valer a pena. Acredito que todos nós estamos querendo fazer algo significativo. Outra razão é a compreensão de que a vivência da espiritualidade cristã extrapola o espaço religioso, e se manifesta na cultura, na política, na construção de uma sociedade de justiça e paz. Finalmente, nossa iniciativa é uma forma de darmos conseqüências práticas ao nosso seguimento de Jesus: Ele disse que deveríamos ser sal da terra e luz do mundo. O Fórum é uma das nossas respostas a esse imperativo.

Vídeo Promocional – Fórum Cristão de Profissionais

08:28 Postado por Marcos Nunes
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Um Missão Diferente - Parte 2

sábado, 31 de julho de 2010 00:46 Postado por Marcos Nunes
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Por Carla de Paula Berigo
Via Osmose Emocional


Hoje passei outra experiência interessante, quero compartilhar aqui neste meu diário virtual e acho que mudarei o nome dele para: Crônicas de Transporte Urbano...risos.
Estava fazendo integração, ou seja, por ter perdido meu ônibus, peguei um outro que chega mais rápido para alcançar o que perdi...aqui em Campinas, se o usuário utiliza 2 ônibus dentro de 1 hora, paga somente uma passagem.
DEUS sabe porque perdi meu ônibus... estava eu ali ouvindo duas mulheres falando, a Motorista e a Cobradora, reclamando de um fiscal, ou chefe, não sei bem... mas que o sujeito era muito grosseiro e mau educado... o ponto máximo da conversa foi que chegaram a combinar em chamar polícia e registrar as ofensas que ambas constantemente recebem dessa pessoa... e nesse meio tempo, eu que sempre faço minhas orações matutinas dentro do transporte urbano, estava tentando não ouvir esta conversa naquele micro-ônibus.
Neste quase interminável trajeto, uma moça morena, aparentemente com seus 25 anos, entra no ônibus e já pede a carona para a motorista, alegou que estava sem dinheiro para passagem.
A motorista cedeu, e continuou com a sua companheira, as reclamações contra o sujeito indesejado.
E eu orando para minha lista pessoal e de pessoas...
Chegando quase no meu destino, e também da moça, a motorista e a cobradora com muita estupideza, falam para a moça descer 2 pontos antes do destino dela final, pois se a fiscalização visse, iria punir a motorista... e a moça exclamou: - Eu não sou daqui, vim para pegar neste ponto que falei, um outro ônibus fretado da empresa que vou fazer entrevista de emprego.
E a cobradora ficou falando como uma tagarela...humilhando a moça passageira... mas tão alto que não deu para orar mais, parei para olhar a cena... e me indignei com tamanha falta de educação, gentileza e insensibilidade daquelas mulheres que a minutos estavam se queixando de um homem estúpido!
Me levantei e disse para a moça: - Moçaaaa, (tive que falar alto, porque a cobradora não me ouvia de tanto que tagarelava, humilhando a coitada!) escuta aqui, eu vou pagar a sua passagem! Pode passar na roleta.
Quando ela passou na roleta, se sentou atrás de mim dizendo: -Que situação! - E se pôs a cair em lágrimas.
Olhei para a cara daquelas mulheres, a cobradora e a motorista, seus rostos estavam caídos, e agora estavam caladas.
Virei para aquela moça e disse: Confie em DEUS, e Ele te abençoará!
Me direcionei para a porta para descer no final daquele ponto, rumo para pegar o ônibus que perdi e ela me disse ainda chorando, para mim: "Moça, que DEUS lhe pague!"
Eu: "Sim, ele já me pagou! Eu já passei o que você passou."
Hoje pela manhã eu disse: Eis-me Aqui Senhor... e ele me enviou aos humilhados... a esses DEUS cumpre a promessa que serão exaltados.
Eu vi os rostos daqueles que humilhavam, serem humilhados, simplismente porque não fizeram o que deveriam fazer: O BEM!

DEUS NOS USA...

sexta-feira, 23 de julho de 2010 09:21 Postado por Marcos Nunes
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“ Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos: porque realizo nos vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.” Hab. 1.5
 
Vivemos na aldeia de Muzun, Mali, onde há aproximadamente dois mil habitantes que em sua maioria seguem a religião islâmica e crenças animistas. Quando chegamos na aldeia não havia nenhuma presença cristãe por isso, nos sentimos desafiados por aquilo que o Senhor estava preparando para nós e para este povo. Passamos por muitas lutas, ainda mais por sermos os primeiros.

A aprendizagem do francês e do dialeto bambará, foi e ainda tem sido bem desafiador, falar a língua do povo é algo essencial para conquistarmos sua confiança e abre portas para relacionamentos. Temos presenciado isso a cada dia, pois eles têm nos deixado conviver em seu meio e com isso, temos tido a oportunidade de falar de Jesus. Mesmo com pouco vocabulário do dialeto que sabemos, Deus não se limita a nós, pois com palavras ou sem palavras Ele tem agido de forma maravilhosa nesta aldeia que, como nós, tem fome e sede da graça.
 
No mês de julho aconteceu algo extraordinário, que chamamos de “filha de Jairo”. Em uma certa manha a filha adolescente de nossa vizinhaaproximou-se do muro de nossa casa chorando com muita dor na barriga. A princípio pensávamos que não era  nada grave, pois como havia chegado o período das chuvas, as águas dos poços ficam mais sujas, trazendo assim algumas doenças.

Deixamo-a entrar e como não sabíamos o que realmente estava acontecendo fizemos uma compressa de água quente  em sua barriga para amenizar a dor e também começamos a orar quando vimos que a dor não passava.  A dor aumentava e ela já estava sem força até mesmo para chorar. Como não tínhamos remédios e não sabíamos o que era, ligamos para um amigo taxista que é muçulmano, para a levarmos até um hospital na capital e o aguardamos.Em um certo momento ela perdeu os sentidos, não escutava, nem conseguia falar, parecia estar em outro mundo, pois ela permanecia de olhos abertos.
 
A nossa equipe é composta por  8 pessoas, e neste dia havia cinco e apenas mulheres. Quando analisamos o quadro que estava acontecendocomeçamos a orar incessantemente pedindo ao senhor que nos cobrisse com poder e autoridade do nome de Jesus e que tudo o que se passasse fosse para glorificar o nome dEle.

A menina estava deitada inconsciente em nosso colo, algumas pessoas da aldeia começavam a chegar em nossa casa, inclusive a mãe e o pai, naquele momento, Deus fez com que a menina se passasse por morta aos olhos das pessoas, mas nós cinco sabíamos que ela estava viva. Alguns, principalmente de sua família começavam a chorar, mas eram interrompidas, pois na cultura não permite que se chore por uma pessoa morta. A todos que vinham até nós, falávamos que ela estava apenas dormindo e que logo iria se levantar, pois estávamos orando e Jesus iria cura-la.
 
Tudo isso começou pela manhã e a tarde antes das quatorze horas a menina acordou sem dor e com fome. As pessoas ficavam olhando maravilhados e chamavam outros para ver o que acontecera. O nome do Senhor foi glorificado mais uma vez. 
 
Deus é Soberano e sabemos que está no controle de todas as coisas.
Quando paramos para pensar hoje no que aconteceu, vemos a forma maravilhosa como Ele planejou tudo nos mínimos detalhes.
 
Antes da menina acordar, um homem muçulmano que é parente dela, percorreu a aldeia atrás de um enfermeiro, mas depois de tudo ele nos contou que na verdade estava procurando um Imã ( chefe relogioso) da mesquita, pois acreditava que ela estava morta. O Imã como chefe religioso, também é o responsável em fazer todos os rituais necessários para entregar a alma a ALLA (deus) conforme o alcorão (livro sagrado para os muçulmanos). Mas não o havia encontrado.
 
Assim que chegou e viu a menina bem, ficou sem palavras, apenas agradecia pela oração. Um pouco depois chegou também em nossa casa o nosso amigo taxista que havíamos chamado. Pudemos contar a ele tudo o que Jesus fizera e que a menina não precisava mais ir  à capital. Ele ficou sem exagero, extremamente  feliz ao saber de tudo isso, mesmo sendo ele “ainda” muçulmano ( Deus tem falado muito ao coração deste homem).
 
“A religião que Deus, nosso pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tg 1.27

Deus fez algo mais, a mãe da menina retornou a nossa casa e nos falou de sua alegria diante do que havia acontecido, o parente da menina nos falou também que a partir desta situação, ele pode ver algo diferente no caminho que nós seguimos e que a aldeia estava impactada com tudo o que se passou, pois diziam que ela estava morta, mas nós oramos e ela teve vida novamente. Ele nos falava estas coisas “emocionado”, e isto é algo difícil na cultura.

Vimos o Senhor agindo! Nunca tínhamos visto um sorriso tão sincero no rosto deste homem como neste dia.  “... disse Jesus a Jairo: não temas, crê somente” (Mc 5.36)
Em uma certa ocasião nos lembramos da ressurreição de Jesus quando alguma mulheres vão até o sepulcro para levar algumas especiarias. Já era o terceiro dia, mas naquele momento elas estavam sem esperança. Até que apareceram dois anjos e lhes fizeram lembrar das palavras do Mestre. A parti daí a esperança delas volta. Citamos este exemplo, pois a mãe da adolescente nos disse chorando na conversa que antes ela vivia sem esperança, mas com a nossa vinda para aldeia, a esperança nasceu em seu coração. Tivemos mais uma oportunidade de falar o quanto Jesus a ama e ama a todos aqui.
É até “engraçado”, pois quem nos ajudou na tradução foi o taxista muçulmano e ele falava tudo alegremente. Sabíamos que o Senhor estava falando ao seu coração também. Todos saíram agradecendo a Deus por tudo.
 
O povo realmente está sedento. Mais tarde o parente voltou e pôde ouvir mais sobre Jesus. Pedimos a ele que guardasse estas palavras em seu coração, que nós estamos aqui nesta aldeia para dizer que Jesus ama a todos. Ele disse que guardaria.
 
“Porque o Espírito Santo vos ensinará naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.” (Lc 12.12)

Esse foi o dia em que Deus usou cinco mulheres para orar e testemunhar do nome de Jesus em um meio muçulmano, onde elas são desvalorizadas e não têm voz. Não temos noção dos mistérios de Deus, pois são muito grandes e vão além do que pensamos ou imaginamos, mas temos a certeza do poder e autoridade que há no nome do Seu Filho para quebrar cadeias eparadigmas. E tudo o que pudemos ver e contemplar naquele dia foram para que este mesmo Nome fosse glorificado nesta pequena aldeia chamada,Muzun.
 
Algo que falamos é que se Deus nos trouxe aqui somente para este dia e fim, nós nos sentimos privilegiados por  ter podido contemplar e ver o seu agir em nós e no povo com quem vivemos.

Os campos estão brancos para a ceifa, e independente de povo, língua e nação; homem, mulher e criança, Ele nos chama para sermos despenseiros de Sua graça. Ele acredita em cada um de nós e nos capacita para exercermos este papel.
 
O mundo está clamando! E o que você está esperando?
 
Cíntia, Geima e Vivien
vivienrachel@gmail.com
Muzun - Mali
Radical África 5
Junta de Missões Mundias
Convenção Batista Brasileira

Sinalizando o Reino na Cultura

sábado, 1 de maio de 2010 13:38 Postado por Marcos Nunes
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Eu tive a honra de estar presente na cerimônia de formatura do meu amigo André Thiago. Eu já havia postado um artigo que era uma adaptação de um email em que eu relatava como havia sido a banca de exame do Trabalho de Conclusão de Curso de Design Digialna INFNET.

Agora eu estive presente na cerimônia de formatura. As formaturas são naturalmente longas, densas, burocráticas e forçadas. Resumindo: chatas, mas eu gosto! Eu adoro ter a oportunidade de compartilhar as alegrias e vitórias das pessoas que eu amo. É gostoso sentir-se parte de um momento tão importante, o ápice de uma história de 4 anos, de muito dinheiro, tempo, estudos, sacrifícios e etc.

De maneira particular a estrela principal da festa foi meu amigo André Thiago, mas uma outra estrela mais popular entre o grande público estava presente, o ator Milton Gonçalves é o pai de uma das alunas desta turma e se dispôs e ser o mestre de cerimônias da mesma.

Antes de suas palavras formais pediu licença para compartilhar uma história pessoal. Ele contou que quando sua esposa estava grávida do primeiro filho do casal tiveram uma conversa em que a questão era "Qual seria o maior legado eles poderia deixar para os seus filhos neste mundo tão hostil?". Segundo ele, sua esposa muito sabiamente disse: "Cultura".

Creio que a igreja de Jesus Cristo precisa aprender a dar mais valor para a cultura dos seus partícipes. Creio que a igreja deve ter um papel fundamental no processo de interferência e produção de cultura. A igreja não pode se posicionar como uma agência reguladora da cultura humana ou nacional, mas deve ser uma agência de influência nos valores humanos para que estes seres humanos sejam produtores de culturais que de alguma forma sinalizem o Reino de Deus.

Precisamos investir mais na formação artistas cristãos autênticos. Precisamos de gente com talento artístico e valores cristãos influenciando nossa sociedade. Isso é sinalizar o Reino de Deus através da cultura.

Deus seja louvado pela arte!

Forte abraço!

Marcos Nunes

CENPS 2010 - Congresso Evangélico Nacional de Profissionais de Saúde

11:54 Postado por Marcos Nunes
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Acontece no Rio de Janeiro em Setembro de 2010 o Congresso Evangélico Nacional de Profissionais de Saúde. Uma iniciativa muito interessante que une a vocação profissional com a consciência de necessidade de Sinalizar o Reino de Deus numa sociedade carente de integridade.

Você que é um cristão e um profissional de saúde apaixonado não pode perder essa grande oportunidade de refletir sobres dois temas com pessoas que são autoridades no assunto.
Informações em: www.cenps2010.com.br


Eu, você e a miséria

00:46 Postado por Marcos Nunes
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Artigo publicado em Dezembro de 2009 no Portal Interdenominacional.

Outro dias desses eu estava indo para o meu "sagrado jogo de volei de toda sexta-feira", mas o trânsito estava muito ruim no Rio de Janeiro por conta da chuva e dos acidentes na principal via expressa da cidade. Percebi que estava muito tarde e que o jogo não iria acontecer. Resolvi descer do ônibus no meio do caminho, em um centro comercial e pegar outro ônibus em direção a minha casa.

Quando estava numa rua com muitas lojas, às 20:30hs, percebi que ainda haviam muitas lojas abertas por conta do natal, mas já não tinha tanta gente perambulando na loucura das compras de fim de ano. Não perdi tempo, aproveitei a rara e preciosa oportunidade de entrar numa loja vazia nesta época do ano e comprei algumas roupas necessárias.

Segui meu caminho até a rodoviária urbana do bairro e fiquei na fila. O cenário era clássico para uma sexta-feira: Uma fila cheia, o ônibus não chegava, a fila era ao lado de um bar, a calçada cheia de "mesinhas", as "mesinhas" cheia de gente, pessoas cheias de cerveja e as mentes buscando alguma maneira de esquecer as crises do lar, do trabalho e das dívidas. 

Quando eu menos esperava percebi um vulto passando ao meu lado, o som altíssimo do DVD do grupo de pagode no bar me impedia de ouvir, mas meus olhos estavam diante de uma mulher maltrapilha, com uma criança no colo e a boca se mexendo em minha direção. De certo que estava pedindo alguma ajuda, a poluição sonora não me deixou ouvir e entender nada o que ela havia dito, mas o meu subconsciente foi ativado e o meu corpo respondeu com uma boca se mexendo sem emitir muito som e a cabeça meneando: Ela entendeu que minha resposta era negativa ao seu pedido e seguiu pela fila na sua "via crúcis".

Meus olhos foram acompanhando aquela figura quase mitológica. Os minotáuros eram criaturas formadas de duas partes: metade homem e metade touro. Aquela figura que caminhava naquela fila era metade "mulher-desesperada-pedindo socorro" e metade "criança-faminta-sem futuro".

Ela segui na fila do meu ônibus que tinha 6 ou 7 pessoas e cena se repetia de forma que minha retina ficava cada vez mais marcada e minha alma cada vez mais doida. A fila do meu ônibus acabou para ela, mas para mim continuava e ela passou para fila do ônibus ao lado e, qual não foi a minha triste constatação, senão que na outra fila só haviam cabeças meneantes e nenhuma mão a se estender. Uff.. é duro relembrar estas coisas! Mas nem imagino como seja vivê-las. E você?

É neste ponto que eu queria chegar. Como é que eu e você temos olhado para o cenário social da nossa cidade? Como é que eu e você nos sentimos quando vamos fazer compras de presentes no final do ano sabendo que há tanta gente sem dignidade andando pelas ruas? Como é que eu e você olhamos para o rosto de uma criança faminta e de uma mãe desesperada? (Eu confesso que tenho sérias dificuldades em olhar nos olhos e de encarar)
O que é que eu e você temos feito para mudar a situação dos que nos cercam?

No capitulo 25 de Mateus Jesus fala sobre um certo momento em que Ele fará distinção entre as ovelhas e os bodes: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;"(Mt 25.35 e 36)

"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;" (Mt 25.41e 42).

Não que eu tenha medo deste dia por causa de mim e das minhas obras especificamente, mas o que me deixa preocupado a respeito deste dia é imaginar o coração do Senhor lamentando o fato de que a humanidade, que foi alvo de seu amor desde sempre, não entendeu que as obras não tem origem ou fim em si mesma e que o amor deve ser um grande e caudaloso rio que tem sua nascente no coração de Deus e vai ganhando novos afluentes, que são as pessoas lavadas e remidas pelo sangue do Cordeiro. E que este rio deve seguir crescendo até desaguar no oceano das obras que devem cobrir e abençoar o mundo até os confins da terra. 
Este foi o plano de Deus desde Abraão, em que quem todas as nações da terra seriam benditas.

Me imaginar estando do lado direito ouvindo o "Vinde, benditos de meu Pai" não me deixa nada tranquilo se eu pensar que talvez a maioria ouça o "Apartai-vos de mim, malditos".

Gostaria que eu e você fôssemos cheio do amor e da compaixão de Deus diante da miséria para ouvirmos juntos a mesma frase.

Forte Abraço!

Marcos Nunes

Vocação para Missão Integral

sábado, 24 de abril de 2010 14:25 Postado por Marcos Nunes
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Faz algum tempo que venho pensando em Missão Integral como um caminho sem volta para minha vida e minha vocação.

Olhar ao meu redor ver as circunstâncias calamitosas do meio onde me converti, amadureci e aprendi a ser líder dentro de uma comunidade de fé fez com que o meu sentimento mais presente fosse o de inconformidade.

Logo no mês em que me converti passei a ler o livro de Atos dos Apóstolos e a freqüentar a EBD. Estava maravilhado:

O pentecostes, a primeira pregação de Pedro, a perseverança na doutrina dos apóstolos, a solidariedade de Barnabé, o martírio de Estevão, a conversão de Saulo, as curas de Pedro, as duras viagens e prisões de Paulo me impressionavam. Eu ficava extremamente empolgado por imaginar estar entrando naquela igreja.

Neste mesmo mês acabei participando involuntariamente de uma reunião de liderança da igreja onde houve uma enorme briga, agressões verbais, empurra-empurra e outras coisas. Tudo isso porquê haviam acusações de que o então pastor estava em adultério com uma jovem da igreja.

Como novo convertido seria natural que eu meCitação decepcionasse e desviasse. Mas minha reação foi inversamente proporcional. Creio que naquele momento eu estava sendo forjado com uma imensa vontade de fazer com que a igreja do meu tempo fosse a mais parecida possível com a igreja primitiva.

Depois de algum tempo eu fui ao seminário teológico conheci a MI e me apaixonasse por ela. Passei a entender que aquilo que estava proposto nas páginas do Novo Testamento para a igreja estava expresso em termos mais práticos nos princípios da  Missão Integral. Inclusive os fracassos.

Talvez tenha sido a confissão de arrependimento e fracasso na tarefa da evangelização que tenha me atraído quando conheci o Pacto de Lausanne.

Identifiquei naquela expressão as mesmas circunstâncias que vivi naquela confusa reunião de líderes. Os erros mais gritantes do presente não são pretextos para abandonarmos a igreja, mas assim, para nos tornarmos os seus agentes de transformação mais determinados.

Passei bastante tempo envolvido em um  ambiente eclesiástico desinteressado pela razão de ser das coisas.  Não defendo que seja necessário saber por saber, penso que devemos saber mais para fazer mais e melhor.

Tive que passar por algumas mudanças desafiadoras, mas hoje tenho começado a me realizar e a ver muitos dos meus sonhos e planos se realizando. Ainda tenho muito  a aprender e fazer.

Mas hoje eu tenho mais oportunidades de contribuir para que a igreja do meu tempo seja um pouco mais parecida com “aquilo que estava proposto nas páginas do Novo Testamento” e com “os princípios práticos da Missão Integral”. Tenho como fazer Ação Social Cristã.

Aquele que entende que tem uma vocação para trabalhar com Missão Integral "não deve ser conformar" com os sistemas problemáticos, deve "renovar-se" e enfrentar ou contornar equívocos da igreja para seguir em direção “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.




Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
    Romanos 12.2


Forte Abraço!

Marcos Nunes